ANOS SETENTA, OITENTA…

Tem hora que me pego viajando e voltando aos anos setenta, oitenta… e me deixo levar pela imaginação. Lembro na escola, ainda moleque, onde antes de ir, passava na banca de jornal para ver o Álbum do Perdidos no Espaço, gibis dos Três Patetas, Zorro, Homem de Ferro, Mandrake, Magazine Fantasma, Pato Donald e outros.

Em 1970 eu assisti a Copa do Mundo em TV de dez polegadas preto e branco, marca Invictus na casa do vizinho, e se não me engano foi a primeira copa do mundo transmitida ao vivo para todo Brasil. Relembro a emoção que sentia  a cada jogo que o Brasil saia vitorioso. Quando o jogo terminava, eu, já com quase quinze anos, incorporava o Jairzinho e ia pra rua bater pelada com os amigos.

Entre 1970 e 1980 era gostoso namorar e esperar a amada voltar ou ir de encontro a ela sem aviso prévio. Não havia nenhuma forma de contato direto rápido, nada de celular, chat, email, rede social…  Exceto telefone público tipo Orelhão a base de ficha que você só encontrava a km de distância.  Mas a maioria só fazia ligação local e sempre estava com problema e sem dar linha, diante da dificuldade o jeito era ficar sem noticia sem ouvir a voz da amada, o jeito era sofrer de ansiedade e amor, isso contribuía para que a cada encontro ocorresse uma explosão de felicidade e paixão incomparáveis talvez nunca sentido nos dias de hoje.

Telefone fixo também existia. Mas era coisa de pessoas de classe alta. Para se ter um telefone residencial fixo em casa o interessado tinha que ter muita grana e, além disso, tinha que haver viabilidade de instalação na área. Dessa forma linha de telefone fixo, era negociada a peso de ouro, e disputados a tapa nos classificados de jornais. Nessa situação

Lembro que na década de 70 a vida era bem melhor, não havia tanta violência como existem hoje, as pessoas eram mais humanas, mais prestativas, mais amorosas, objetivavam mais o amor e não bens materiais. Havia mais espaços, mais verde, mais oxigênio, mais solidariedade.

Muito gostoso aquele tempo, hoje infelizmente a vida e bem diferente, o foco é dinheiro, luxo, riqueza, a ambição. A inveja e falta de amor imperam, as pessoas valorizam mais o que possuem que seu ente querido. Vivemos em uma época em que a maioria das pessoas vivem sem amor, atuam perante a sociedade em prol de patrimônios, bens materiais… Acredito piamente que essas pessoas jamais conhecerão o verdadeiro amor e com certeza jamais serão felizes como éramos nos anos 70.

Manasses

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